A Arte do amor

Julho 24, 2008

Amor, agora vc vai entender o eu penso a respeito do amor. Espero que agora vc entenda, de verdade, pq eu pensei não amar vc. Só pra esclarecer: Percebi que amo quando consegui diferenciar o sentimento, da necessidade de ter vc

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       “… Noventa e nove por cento do que as pessoas chamam de amor, nada mais é que necessidade. E não se perturbe muito com isso. A condição da mente da humanidade é tal que esse é o estado natural. Porque você necessita, naturalmente se torna dependente. E assim, todo amor cria escravidão e um círculo vicioso: a pessoa não quer estar numa escravidão, ela não quer ser dependente – isso fere o ego – daí ela se afasta. Mas quando ela se afasta, as suas necessidades não são atendidas, daí ela se sente faminta e volta novamente. Isso se torna um movimento constante: aproximando-se e indo embora. É assim que o pêndulo da mente fica se movendo. E não existe maneira alguma de decidir, porque quando você está fora, começa a sentir a necessidade. O amor é alimento!


      O seu corpo necessita dele, a sua mente necessita dele, o seu ser necessita dele. Sem amor você se sentirá jogado fora, num mundo frio. Ninguém para abraçar, ninguém para lhe dar calor. Você se sentirá como uma criança perdida. Assim, você fica amedrontado quando está só. Então você começa a se mover em direção à pessoa que ama. Você esquece tudo sobre dependência e tudo sobre escravidão. Mantenha os amantes separados e eles começarão a sentir um amor muito grande um pelo outro; coloque-os juntos e dentro de poucos dias eles odiarão um ao outro. E esse relacionamento de ódio-amor continua, é um círculo vicioso: o ódio leva-o para longe; quando você está longe o amor surge. O amor traz você para perto; quando você está perto, você se sente dependente, surge a escravidão e você fica se sentindo enjaulado, aprisionado. O movimento para se afastar da pessoa começa de novo. 


      Mas este é o estado natural de uma mente inconsciente, assim não anseie por algo melhor do que isto. Neste momento nada melhor é possível. Se você quiser alguma coisa melhor você terá que mudar o seu estado de mente, não o seu relacionamento. Compreende…? Você está tentando mudar o relacionamento – isso não é possível. Com essa mente, somente é possível isso que está acontecendo. Você tem que aceitar isso e curtir. Curta isso o máximo e o melhor que puder, mas mudar isso você não pode. Se você quiser mudar isso, não será mudando diretamente; você terá que mudar a sua mente, você terá que mudar a sua consciência. Você terá que se tornar mais meditativo, você terá que se tornar mais consciente, somente isso poderá trazer alguma mudança em seu amor.Somente quando a mente se tornar maior, chegar ao mais alto nível de consciência, o amor se tornará mais elevado. Com um certo tipo de mente, um certo de amor existe; você não pode mudar o amor. O amor é dependente do estado da mente.”

                                   

OSHO – Let Go! – A Darshan Diary


A M O R

Julho 18, 2008

Tive uma noite inteirinha de amor. Muito desgastante pra ser beeem sincera. Muitas palavras, alguns beijos e aquela sensação inexplicável do toque… lágrimas e arrependimento.

Pelo que sei, o amor dói! Não dói?

Tentei descrever o amor, porém, foi impossível. Acho que o amor é isso: inexplicável!

Mas, eu não consegui me fazer entender.

Muita coisa se fala sobre o amor, mas ninguém sabe o que é amor.

Soa contraditório, mas a música O que eu também não entendo (Jota Quest), define muito bem o que eu penso a respeito do meu amor:

“Essa não é mais uma carta de amor
São pensamentos soltos
Traduzidos em palavras
Para que você possa entender
O que eu também não entendo
Amar não é ter que ter sempre certeza

Sei que nunca fui perfeito
Mas com você eu posso ser
Até eu mesmo que você vai entender
Posso brincar de descobrir
Desenho em nuvens
Posso contar meus pesadelos
E até minhas coisas fúteis
Posso tirar a tua roupa
Posso fazer o que eu quiser
Posso perder o juízo
Mas com você eu tô tranquilo, tranquilo
Agora o que vamos fazer,
Eu também não sei
Afinal, será que amar é mesmo tudo?
Se isso não é amor,
O que mais pode ser?
Estou aprendendo também”

Só pq não amo do que jeito que ele espera, não significa que não amo.

Sei lá, talvez nem ame mesmo.

Mas, que ele mexe com a minha vida, cabeça, coração e outras partes do meu corpo, mexe, ah mexe!!! E sabe o que eu acho disso??? MARAVILHOSO!

Sinto que ele me completa, sei que ele é tudo que eu esperava de um homem, absolutamente tudo. Dá até medo.

 

Após realizar buscas pela internet achei o significado do amor:

O amor não é algo que te faz sair do chão e te transporta para lugares que nunca tenha visto.
O nome disso é avião. O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que esconde dentro de vc e não mostra para ninguém.
Isso se chama vibrador tailandês de três velocidades. O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que te faz perder a respiração e a fala.
O nome disso é bronquite asmática. O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que chega de repente e te transforma em refém.
Isso se chama seqüestrador. O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que voa alto no céu e deixa sua marca por onde passa.
Isso se chama pombo com caganeira. O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que você pode prender ou botar pra fora de casa quando bem entender.
Isso se chama cachorro. O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que lançou uma luz sobre você, te levou pra ver estrelas e te trouxe de volta com algo dele dentro de ti.
Isso se chama alienígena. O amor é outra coisa.

O amor não é uma coisa que desapareceu e que, se encontrado, poderia mudar o que está diante de você.
Isso se chama controle remoto de TV. O amor é outra coisa.

“O amor é simplesmente… o amor.”

 

Comecei a escrever, como sempre, só sentindo, juntando tudo, sem medir as palavras…  acho que conclui que eu sei sim o que é o amor e que eu o amo!


Sentir-se amado

Julho 16, 2008

 

O cara diz que te ama, então tá. Ele te ama.

Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado.

Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas saber-se amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, uma diferença de milhas, um espaço enorme para a angústia instalar-se.

A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e verbalização, apesar de não sonharmos com outra coisa: se o cara beija, transa e diz que me ama, tenha a santa paciência, vou querer que ele faça pacto de sangue também?

Pactos. Acho que é isso. Não de sangue nem de nada que se possa ver e tocar. É um pacto silencioso que tem a força de manter as coisas enraizadas, um pacto de eternidade, mesmo que o destino um dia venha a dividir o caminho dos dois.

Sentir-se amado é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que sugere caminhos para melhorar, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você, caso você esteja delirando. “Não seja tão severa consigo mesma, relaxe um pouco. Vou te trazer um cálice de vinho”.

Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou dois anos atrás, é vê-la tentar reconciliar você com seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo uma tempestade em copo d´água. “Lembra que quando eu passei por isso você disse que eu estava dramatizando? Então, chegou sua vez de simplificar as coisas. Vem aqui, tira este sapato.”

Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão. Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente bem-vindo, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que não existe assunto proibido, que tudo pode ser dito e compreendido. Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo. Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta.

Agora sente-se e escute: eu te amo não diz tudo.

Martha Medeiros

(Grifo não original)